terça-feira, 26 de maio de 2009

Pecadão ...pecadinho...

A distinção entre pecados mortais e veniais feita pelo catolicismo romano vem permeando a ética brasileira há séculos. Segundo essa distinção, pecados considerados mortais privam a alma da graça salvadora e a condenam ao inferno, enquanto que os veniais, como o nome já indica, são mais leves e merecem somente castigos temporais.
A nossa cultura se encarregou de preencher as listas dos mortais e dos veniais. Dessa forma, enquanto se pode aceitar a "mentirinha", o jeitinho, o tirar vantagem, a maledicência, etc., o adultério, a fornicação, se tornaram imperdoáveis.
Nas igrejas evangélicas, onde se sabe pela Bíblia que todo pecado é odioso e que quem guarda toda a lei de Deus e quebra um só mandamento é culpado de todos, é raro que alguém seja disciplinado, corrigido, admoestado, destituído ou despojado por pecados como mentira, preguiça, orgulho, vaidade, maledicência, entre outros. Quando infelizmente, a fofoca é que tem destruído vidas; ministérios; igrejas, muito mais do que quedas sexuais... Claro, há de ter uma exortação sobre o caso, porém, nunca deixar correr normalmente os mexeriqueiros e mexeriqueiras na casa de Deus. Há uma descompensação nesta balança...
As disciplinas eclesiásticas acontecem via de regra, por pecados de natureza sexual, como adultério, prostituição, fornicação, adição à pornografia, homossexualismo, etc., embora até mesmo esses estão sendo cada vez mais ocultáveis aos olhos evangélicos.
Temos de trazer cativo a Cristo todo pensamento, e não somente os nossos pecados. Nossa visão precisa também de conversão (2 Co 10.4-5). Quando vejo o retorno de grandes massas ditas evangélicas às práticas medievais católicas de usar no culto a Deus objetos ungidos e consagrados, doentes com disse-me-disses indiscriminados, pessoas procurando para si bispos e apóstolos, imersas em práticas supersticiosas, me pergunto se, ao final das contas, o neopentecostalismo brasileiro não é, na verdade, um filho da Igreja Católica medieval. Uma forma de neocatolicismo tardio que surge e cresce em nosso país.

Um comentário:

  1. Maneiro cara... Muito interessando o teu ponto de vista... Concordo com vc plenamente, pois mesmo que tentemos "amenizar as coisas" Deus está vendo tudo...
    Abraço e continue assim...

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